Existe um ditado popular muito conhecido
da Administração, sobre a definição
do que é um Consultor: O Consultor é aquele
que pagamos muito dinheiro para nos dizer o que já
sabemos.
Talvez, exatamente por este motivo,
que muitos pequenos e médios empresários
se negam a aceitar, ou admitir que possam estar precisando
realmente dos serviços de um Consultor. E justamente
por acreditarem saber de tudo, que conhecem o seu negócio
como ninguém e que nunca vão necessitar
de uma ajuda externa, é que suas empresas continuam
patinando. Os números não crescem, a mesmice
continua ano após ano e o prazer pelo trabalho
começa a acabar. O próximo passo é
a queda nos resultados, as dificuldades em manter-se
no mercado e a conseqüente quebra da empresa.
Mas, como saber se preciso de um Consultor?
Esta talvez seja a pergunta mais freqüente
dos pequenos e médios empresários. Pois
existe uma dificuldade muito grande em perceber os problemas
que existem ou possam vir a existir em breve, dentro
da empresa. Esta dificuldade se deve, principalmente,
pelos vícios internos de gestão, do tipo:
não vamos mexer agora, ou está bom como
está, ou ainda: sai mais barato deixar como está.
A grande verdade é que o pequeno
e médio empresário consome a maior parte
do dia com as “urgências”; o que lhes
impedem de parar e analisar estrategicamente a situação
atual e as opções que existem para o futuro.
Isso leva a empresa à estagnação
e posterior falta de rendimento e que com certeza será
engolida pela concorrência mais preparada e ajustada
às exigências do mercado. Um bom Consultor
pode trazer, inicialmente, uma análise de quem
não está cometido pelos vícios
internos de gestão e elaborar a real situação
da empresa. O olhar objetivo e crítico do Consultor,
de quem vê “desde fora”, poderá
apontar situações que nem o empresário
e nem seus funcionários poderiam imaginar.
Uma coisa que se deve ter em mente,
é que uma empresa não precisa estar em
dificuldades para necessitar do olhar de um Consultor.
Como disse anteriormente, é normal os pequenos
e médios empresários terem seu tempo tomado
com as chamadas “urgências” do dia-a-dia
e descuidarem das estratégias e objetivos futuros
da empresa. São nestes casos que sempre se torna
de grande valia o investimento no olhar de um Consultor.
TABUS CONTRA CONSULTORIAS
Existem alguns tabus, que deveriam
ser superados pelas empresas, antes de afirmarem que
não necessitam de uma consultoria. Talvez desta
maneira a triste estatística do SEBRAE, onde
demonstra que 95% das empresas abertas fecham antes
de completarem um ano de vida, diminuiria drasticamente.
PRIMEIRO TABU – O que pode ver
um Consultor que eu mesmo não possa?
Fazendo uma analogia com um psicólogo,
um consultor vai indagar, primeiramente, sobre o passado
da empresa e analisando o presente pode colocar diante
do empresário algumas coisa e situações
que o empresário não consegue ver, devido
aos seus afazeres “urgentes”; Juntando-se
a isso, o Consultor expõe uma visão externa,
sem interesses, sobre a realidade da empresa e logo
ajuda a encontrar soluções para todos
os conflitos. A visão objetiva e crítica
do Consultor, aliada ao desapego dos vícios internos
de gestão traz a tona situações
que hoje podem não estar causando danos à
empresa, mas que no futuro poderão vir a causar
e isso será muito pior se seus concorrentes estiverem
preparados.
SEGUNDO TABU – As coisas estão
indo bem! Porque um Consultor?
Quando o pequeno ou médio empresário
diz “as coisas estão indo bem...”,
nem sempre existe uma base sólida para tal afirmação.
Exatamente o que quer dizer “as
coisas estão indo bem...”? Ir bem é
um conceito muito amplo, dependendo do ponto de vista
e de quem faça esta análise, as coisas
poderiam estar “MAIS BEM” ou “MENOS
BEM”.
Certamente ninguém conhece
uma empresa melhor do que o próprio empresário,
mas quanto melhor poderia estar uma empresa se as ferramentas
disponíveis de gestão estivessem sendo
aplicadas mais eficientemente?
TERCEIRO TABU – O consultor se
manda no momento de aplicar as soluções.
Este talvez seja o principal tabu
que leva os pequenos e médios empresários
a não procurarem um Consultor. Com toda a razão!
Normalmente um Consultor chega na empresa, analisa,
critica e prepara relatórios com os problemas
detectados e aponta as possíveis soluções.
Pronto! O seu trabalho está concluído.
Isso não deve ser assim!
Hoje, como em todos os segmentos,
os Consultores estão mudando e vendo por um outro
lado as reais necessidades das empresas. Ele já
não deve simplesmente apontar os problemas e
indicar possíveis soluções. Ele
deve acompanhar, mesmo que à distância,
o andamento das soluções apontadas. Torna-se
cada vez mais necessário que os Consultores mostrem
aos empresários ou gestores da empresa como descobrir
e incorporar qualquer ferramenta que ajude a levar adiante
os planos de mudanças dentro da empresa.
O QUE VOCÊ DEVE SABER
AO CONTRATAR UM CONSULTOR
Quando chegar o momento de contratar
os serviços de um Consultor, existem alguns detalhes
que o empresário deve levar em consideração
antes de assinar um contrato de consultoria.
UM CONSULTOR NÃO É PAU
PARA TODA A OBRA – No momento de contratar um
Consultor, saiba exatamente o porque desta decisão.
É devido a um problema já detectado? Em
que área da empresa está o problema? O
problema é de gestão? Produção?
Qualidade? Financeiro? Resultados de vendas? Atendimento?
Marketing? Etc., etc, etc...
Se lhe aparecer um Consultor dizendo
que não importa a área, ele vai ter a
solução, desista... A época do
“sabe tudo” já passou e com certeza
ele será mais um problema a se juntar aos seus
problemas.
Se você tiver dificuldades em
detectar a área que deva ser priorizada, o bom
Consultor irá dizer-lhe. Se esta área
não estiver dentro de suas competências
ele irá indicar um outro Consultor especializado
naquela área.
DEFINIÇÕES EXPLÍCITAS
– Ao contratar um consultor, o empresário
deve deixar bem explícito, seus objetivos. Definir
onde começa e onde termina o trabalho de consultoria
e o que espera como resultado final.
PORTAS ABERTAS – O empresário
deve ter em mente que ao contratar um Consultor, deverá
deixar as portas da empresa realmente abertas a ele.
O consultor trabalha com a realidade e deve saber tudo
o acontece na empresa. Todos dentro da empresa devem
saber dos objetivos e do porque deste Consultor está
presente. O objetivo da empresa deve ser comum a todos.
Nunca trate os objetivos da empresa como um assunto
confidencial, isso fará com que cada um dentro
tenha seus próprios objetivos e isso é
verdadeiramente um veneno mortal para a empresa.
A grande verdade é que hoje
passamos por uma era altamente globalizada e competitiva.
O empresário, principalmente os pequenos e médios,
devem ter em suas mentes que a contratação
de um Consultor não significa que a empresa está
com problemas, mas sim que ele está realmente
preocupado com o futuro da empresa e sua permanência
no mercado. Que sua empresa não irá naufragar
frente a qualquer problema que possa vir a surgir.
Um Consultor é, acima de tudo,
um conselheiro que ao lado do empresário pode
identificar os caminhos para o sucesso da empresa.
Marco Antonio Meira
Consultor de Marketing e Vendas
www.revistamarketingevendas.com.br